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GREVE DE FOME? Não. Saiba porque o RU está fechado.

3 de maio de 2012 em Assistência Estudantil, Restaurante Universitário, UnB

Há uma semana, o nosso Restaurante Universitário (RU) está fechado. Em 26 de abril, um ser­vi­dor ter­cei­ri­zado do Restaurante teve 30% do seu corpo quei­mado. Ele foi atin­gido por fei­jão em fer­vura depois que uma trava da panela de pres­são indus­trial se abriu, como infor­mado pela Secretária de Comunicação Oficial da Universidade de Brasília (SECOM — UnB). Segundo infor­ma­ções do Decanato de Assuntos Comunitários (DAC) e con­forme vei­cu­lado pela Secretaria de Comunicação da UnB, o Restaurante Universitário estará fechado por tempo inde­ter­mi­nado, até que seja rea­li­zada a com­pra de novas peças e modi­fi­ca­ções neces­sá­rias, após rea­li­za­ção de perí­cia técnica.

Surgem, então, algu­mas per­gun­tas que neces­si­tam ser escla­re­ci­das pela Administração Superior:

  • O Restaurante Universitário fun­ci­o­nava sem a devida segu­rança aos ser­vi­do­res ter­cei­ri­za­dos e ao público que o utiliza?
  • Por que somente agora as modi­fi­ca­ções e novos equi­pa­men­tos estão sendo trocados?
  • Foi neces­sá­rio um aci­dente para que medi­das sejam tomadas?
  • Onde as/os estu­dan­tes come­rão até que o Restaurante volte a funcionar?
  • Qual o prazo para o retorno do funcionamento?

Eis um dado bem inte­res­sante: ao assu­mir­mos a ges­tão do DCE em 01/11/11, mar­ca­mos uma reu­nião com a Reitoria cujo ponto de pauta era o Restaurante Universitário, devido aos seus inú­me­ros fecha­men­tos. Fomos, naquele momento, infor­ma­dos pela Administração Superior que uma nova forma de lici­ta­ção do ser­viço pres­tado estava sendo desen­vol­vida, para este 1º semes­tre de 2012.

Além disso, em  13/10/2011, o Decanato de Assuntos Comunitários (DAC) tam­bém infor­mava em nota ofi­cial, por Carolina Cassia Batista Santos:

Em res­peito à comu­ni­dade aca­dê­mica, cabe-nos infor­mar que os recen­tes trans­tor­nos com o fecha­mento do res­tau­rante nos horá­rios de almoço e jan­tar deveram-se prin­ci­pal­mente ao atraso dos salá­rios dos tra­ba­lha­do­res ter­cei­ri­za­dos da empresa Monte Sinai e às manu­ten­ções emer­gen­ci­ais na caldeira. O paga­mento dos tra­ba­lha­do­res da Monte Sinai foi nor­ma­li­zado. A UnB está pla­ne­jando um novo pro­cesso de pro­du­ção e dis­tri­bui­ção de refei­ções no RU a par­tir de 2012. Ao mesmo tempo, está con­du­zindo pro­cesso lici­ta­tó­rio para con­tra­ta­ção de nova empresa espe­ci­a­li­zada na pres­ta­ção de ser­viço de refei­ções no RU, com o obje­tivo de melho­rar o aten­di­mento à comu­ni­dade acadêmica.  

No entanto, naquele mesmo dia, a Reitoria fechava “con­trato de pres­ta­ção de ser­vi­ços de res­tau­rante em cará­ter emer­gen­cial”, dis­pen­sando lici­ta­ção, no valor de R$ 1.717.015,56 com a empresa MONTE SINAI SERVICE LOCACAO DE MAO DE OBRA LTDA.

Quando toma­mos ciên­cia do con­trato, ques­ti­o­na­mos a Procuradoria Jurídica da Universidade de Brasília da seguinte forma:

Brasília, 09 de dezem­bro de 2011

À Procuradoria Jurídica da Universidade de Brasília
Dr. Paulo Gustavo
Campus Universitário Darcy Ribeiro
Reitoria
Brasília – DF

Assunto: Renovação do Contrato nº 621/2009 com para pres­ta­ção de ser­vi­ços de restaurante.

Sr. Procurador-chefe,

1. Consta do Diário Oficial da União do dia 05/12/2011, p. 39, extrato adi­tivo nº 8250/2011 infor­mando a reno­va­ção, em cará­ter emer­gen­cial, do con­trato de pres­ta­ção de ser­vi­ços de res­tau­rante pela empresa MONTE SINAI SERVICE no Restaurante Universitário do Campus Darcy Ribeiro.

2. Considerando, a um, as rei­te­ra­das infor­ma­ções de falhas na pres­ta­ção de ser­viço por esta empresa, inclu­sive com des­res­peito às nor­mas tra­ba­lhis­tas e do con­trato com a Universidade, a dois, infor­ma­ções pas­sa­das pela rei­to­ria em reu­nião no mês pas­sado dando pela falta de inte­resse na reno­va­ção deste con­trato, inclu­sive com pro­pos­tas de modi­fi­ca­ção do modelo de pres­ta­ção deste serviço.

3. Este Diretório vem bus­car infor­ma­ções sobre a lega­li­dade, con­ve­ni­ên­cia e opor­tu­ni­dade em efe­tuar essa reno­va­ção e a con­cre­tude dos impe­di­men­tos a rea­li­za­ção do pro­cesso lici­ta­tó­rio para esco­lha de nova empresa para pres­tar este ser­viço com qua­li­dade, con­ti­nui­dade e pre­ços aces­sí­veis tanto para a admi­nis­tra­ção como para os usuários.

4. Em anexo copia do extrato de reno­va­ção de con­trato. Informamos ainda que foram envi­a­das cópias deste ofí­cio à Reitoria da Universidade, ao Decanato de Gestão de Pessoas e à Diretoria do Restaurante Universitário.

http://www3.transparencia.gov.br/TransparenciaPublica/jsp/contratos/contratoExtrato.jsf?consulta=3&CodigoOrgao=26271&idContrato=144913

5. Agradecemos a dis­po­ni­bi­li­dade e nos colo­ca­mos ao seu dis­por na cons­tru­ção de uma uni­ver­si­dade mais livre, justa e transparente.

Atenciosamente,

Octávio Henrique Bernardo Torres
Coordenador-Geral

A res­posta ofi­cial da Procuradoria foi que a dis­pensa de lici­ta­ção estava fun­da­men­tada na Lei 8666/93 e suas alte­ra­ções, visto que era sufi­ci­ente isto a eles.

Porém, aquele con­trato mili­o­ná­rio ven­ceu no dia 30/04/2012, ou seja, nesta última segunda-feira.

O DCE agora, mais uma vez, questiona:

  • Qual modelo terá sido o esco­lhido pela Administração Superior?
  • Passados vários meses, não teria a Reitoria tido tempo hábil para a pro­du­ção de um edi­tal de licitação?

Os cons­tan­tes fecha­men­tos do Restaurante Universitário – ora pelo não fun­ci­o­na­mento da len­dá­ria cal­deira, das catra­cas, das pane­las que explo­dem, ora pelo não paga­mento dos fun­ci­o­ná­rios ter­cei­ri­za­dos ou ambas as coi­sas – já não são uma novi­dade na nossa universidade.

Esperamos res­pos­tas e como a comu­ni­dade aca­dê­mica, que­re­mos nosso Restaurante Universitário de volta.

Restaurante Universitário, você tem fome de quê?

11 de abril de 2012 em Notas, Restaurante Universitário

A gente não quer só comida
A gente quer saída
Para qual­quer parte…
(…)
A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer dinheiro
E feli­ci­dade
A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer inteiro
E não pela metade…

(Titãs, Comida)

Como é do conhe­ci­mento de toda a comu­ni­dade uni­ver­si­tá­ria da Universidade de Brasília, os tra­ba­lha­do­res ter­cei­ri­za­dos da empresa Monte Sinai, que pres­tam ser­vi­ços ao Restaurante Universitário (RU), estão em para­li­sa­ção das ati­vi­da­des devido à ausên­cia de paga­mento dos seus salários.

Na reu­nião da Mesa de Mediação com os tra­ba­lha­do­res, ontem, o Decanato de Gestão de Pessoas (DGP) apre­sen­tou o docu­mento da ordem de paga­mento refe­rente ao depó­sito de salá­rios, auxí­lios ali­men­ta­ção e trans­porte. Entretanto, pelos trâ­mi­tes admi­nis­tra­ti­vos, essa ordem só será cre­di­tada na conta dos fun­ci­o­ná­rios do RU ama­nhã (12/04).

Por con­se­guinte, hoje pela manhã este Diretório Central dos Estudantes esteve reu­nido com os tra­ba­lha­do­res para ver a pos­si­bi­li­dade da para­li­sa­ção ces­sar, dada a con­fir­ma­ção de que o paga­mento sai quinta-feira.

Basta ouvi-los, con­tudo, por alguns minu­tos para per­ce­ber que a situ­a­ção é insus­ten­tá­vel e sem dinheiro na conta não é pos­sí­vel vol­tar a tra­ba­lhar. Desde o dia 2 de abril, por exem­plo, o DGP vem fir­mando acor­dos e estes res­tam infru­tí­fe­ros. Conforme pode-se ler nessa repor­ta­gem da UnB Agência, mui­tos tra­ba­lha­do­res não têm sequer dinheiro para pagar o trans­porte e vir à UnB.

Essas pes­soas têm filhos para ali­men­tar e ainda sofrem com a vio­lên­cia psi­co­ló­gica de serem toma­dos como calo­tei­ros pelos seus credores.

Desta forma, o DCE Honestino Guimarães apóia a para­li­sa­ção dos tra­ba­lha­do­res ter­cei­ri­za­dos do RU!

Sabemos que toda a comu­ni­dade é pre­ju­di­cada com o fecha­mento do RU, mas pedi­mos a com­pre­en­são que em outras oca­siões os tra­ba­lha­do­res tive­ram com nós estu­dan­tes, vol­tando a tra­ba­lhar mesmo sem dinheiro no bolso e não foram raras as vezes em que isso acon­te­ceu.

A deci­são dos tra­ba­lha­do­res é vol­tar a tra­ba­lhar após o dinheiro “cair na conta”, ou seja, na sexta-feira. Todavia, ante o apelo do DCE, eles se com­pro­me­te­ram a pre­pa­rar o almoço desta quinta-feira e servi-lo, SE de fato o paga­mento for efetuado.

Após a meia-noite, o DCE entrará em con­tato com os repre­sen­tan­tes dos tra­ba­lha­do­res para obter a infor­ma­ção se o paga­mento já consta para con­sulta. Tão logo tenha­mos essa con­fir­ma­ção infor­ma­re­mos, pelo nosso per­fil do Facebook e Twitter, à comu­ni­dade aca­dê­mica da nossa Universidade.

Desde já agra­de­ce­mos a com­pre­en­são de todos e rea­fir­ma­mos o nosso com­pro­misso com a exce­lên­cia aca­dê­mica que per­passa boas con­di­ções nutri­ci­o­nais e um Restaurante Universitário que fun­ci­one aos estu­dan­tes da Universidade de Brasília.

2ª reunião da Comissão de terceirização — 17/01/12

31 de janeiro de 2012 em Fiscalização, Gestão, Restaurante Universitário, Sem categoria

Em 02/01/2012 o DCE enviou ao Decanato de Gestão de Pessoas – DGP ofí­cio soli­ci­tando par­ti­ci­pa­ção na Comissão sobre situ­a­ção dos tra­ba­lha­do­res ter­cei­ri­za­dos da UnB:

Solicitação de par­ti­ci­pa­ção do DCE na Comissão sobre situ­a­ção dos tra­ba­lha­do­res ter­cei­ri­za­dos da UnB.

A Agência UnB vei­cu­lou maté­ria, em 28/12/2011, sob o título “Comissão vai dis­cu­tir situ­a­ção dos ter­cei­ri­za­dos da UnB: Grupo quer resol­ver pro­ble­mas no atraso de salá­rios e bene­fí­cios. Primeira reu­nião será em janeiro”[1] da qual informa que uma Comissão foi cri­ada para acom­pa­nhar a situ­a­ção dos tra­ba­lha­do­res ter­cei­ri­za­dos que pres­tam ser­vi­ços na Universidade de Brasília, bem como que a mesma será inte­grada por repre­sen­tan­tes dos tra­ba­lha­do­res de cada empresa, Sintfub e deca­na­tos de Gestão de Pessoas (DGP), Administração e Finanças (DAF) e de Planejamento (DPO).

A qua­li­dade de ensino da UnB depende do bom fun­ci­o­na­mento da sua esfera admi­nis­tra­tiva. Quando o Restaurante Universitário é fechado por atraso no paga­mento dos tra­ba­lha­do­res ter­cei­ri­za­dos quem mais é pre­ju­di­cado com o fato são os estu­dan­tes que depen­dem do RU, vez que cedo ou tarde os tra­ba­lha­do­res terão os seu salá­rios depo­si­ta­dos, mas aque­les estu­dan­tes que fica­ram sem café da manhã, almoço e jan­tar já tive­ram pre­juízo no seu ren­di­mento esco­lar por não ter tido acesso à ali­men­ta­ção regu­lar, de qua­li­dade e eco­no­mi­ca­mente aces­sí­vel que o RU ofe­rece. Quando agen­tes de segu­rança fal­tam aos seus pos­tos de tra­ba­lho e a empresa con­tra­tada não faz a cober­tura com outro agente a UnB faz o des­conto da multa no paga­mento da empresa, mas quem mais uma vez sai pre­ju­di­cado é o estu­dante que está des­pro­te­gido pela ausên­cia do tra­ba­lha­dor. Não faz dife­rença se a multa está ou não sendo paga, o que importa é a pres­ta­ção con­tí­nua, regu­lar e efe­tiva do ser­viço, prin­ci­pal­mente no ponto que tange a segu­rança, que pode sig­ni­fi­car a perda de um bem mate­rial como até da pró­pria vida do estudante.

Ante o exposto, o Diretório Central dos Estudantes Honestino Guimarães soli­cita inte­grar a Comissão que tra­tará da situ­a­ção dos tra­ba­lha­do­res ter­cei­ri­za­dos para que possa cola­bo­rar com as nego­ci­a­ções e prin­ci­pal­mente garan­tir que os inte­res­ses dos estu­dan­tes sejam efe­ti­va­mente con­tem­pla­dos nas deci­sões que forem toma­das por esta Comissão.[2]

 

Em res­posta o DGP nos infor­mou que somente a Comissão pode­ria deci­dir sobre o pedido.

Comparecemos à reu­nião do dia 17/01/2012 rea­li­zada no Salão de Atos da Reitoria. Apresentamos os argu­men­tos para o defe­ri­mento da inclu­são de repre­sen­ta­ção estu­dan­til com auxí­lio de apre­sen­ta­ção em Power Point.

Por una­ni­mi­dade foi per­mi­tida a inclu­são de um repre­sen­tante do DCE com o res­pec­tivo suplente. Essas cadei­ras serão ocu­pa­das pelos estu­dan­tes Maurício de Freitas Bento – Gestão de Políticas Públicas (titu­lar) e Simone Alves da Silva – Ciência Política (suplente).

Passo agora a rela­tar bre­ve­mente alguns pon­tos dis­cu­ti­dos na reunião:

A reu­nião foi pre­si­dida pela Decana de Gestão de Pessoas a Sra. Gilca Starling. Contou com a pre­sença de repre­sen­tan­tes dos tra­ba­lha­do­res das 7 (sete) empre­sas de ter­cei­ri­za­ção; do Diretor da ter­cei­ri­za­ção Magela; da repre­sen­tante do DAF Jane; do Prefeito de Campus Francisco Cassiano Sobrinho; e do Preposto da empresa AST.

1)  Posição do DGP sobre a Terceirização

Para o DGP a ter­cei­ri­za­ção na UnB é algo ruim devendo ser estu­da­das novas for­mas de con­tra­ta­ção de tra­ba­lha­do­res para rea­li­za­ção das ati­vi­da­des de lim­peza, vigi­lân­cia entre outras. Segundo a Decana Gilca é neces­sá­rio outro Sistema que seja ade­quado às pecu­li­a­ri­da­des da Universidade de Brasília. A Reitoria da UnB é uma das pou­cas no país que defende o fim da terceirização.

Foi suge­rido pelo Decanato a for­ma­ção de coo­pe­ra­tiva de tra­ba­lha­do­res para que estes se auto orga­ni­zem e sejam dire­ta­mente con­tra­ta­dos pela UnB.

Pretende-se a atu­a­ção de forma estru­tu­rante uma vez que não basta tão-somente tro­car as empre­sas ter­cei­ri­za­das, que às vezes trata-se de uma mudança de seis para meia-dúzia.

A Decana afir­mou tam­bém que será levada à pauta do CAD o tema da ter­cei­ri­za­ção nas pri­mei­ras reu­niões do Conselho.

2)  Conflito de Competência

O Prefeito de Campus res­sal­tou que há um con­flito de com­pe­tên­cias entre os vários órgãos da Universidade no tocante a fis­ca­li­za­ção das ati­vi­da­des de ter­cei­ri­za­ção. É huma­na­mente impos­sí­vel que o DGP possa veri­fi­car o cum­pri­mento do con­trato com a exten­são do cam­pus e prin­ci­pal­mente por­que há tra­ba­lha­do­res nos 4 campi.

Jane do DAF, expli­cou que o DGP não atua nas lici­ta­ções e que por esse motivo às vezes ocorre do edi­tal lici­ta­tó­rio não aten­der as espe­ci­fi­ci­da­des dos órgãos soli­ci­tan­tes, bem como difi­culta o pla­ne­ja­mento quanto às reno­va­ções e tér­mi­nos dos contratos.

3)  Grupos de trabalho

Foram esta­be­le­ci­dos gru­pos de tra­ba­lho para tra­tar de ques­tões espe­cí­fi­cas a cada empresa. Uma das reu­niões acon­te­ceu no dia 21/01 e foi noti­ci­ada pela Secom sob o título: “Terceirizados da por­ta­ria denun­ciam irre­gu­la­ri­da­des da PH Service”.[3]

A par­ti­ci­pa­ção do DCE nos gru­pos de tra­ba­lho ainda não foi defi­nida, mas pos­suí­mos grande inte­resse em par­ti­ci­par da orga­ni­za­ção de um Seminário sobre Terceirização na UnB, bem como acom­pa­nhar a ela­bo­ra­ção dos novos edi­tais de contratação.

4)  As mul­tas contratuais

Infelizmente em que pese as mul­tas con­tra­tu­ais serem razo­a­vel­mente altas as empre­sas pre­fe­rem pagá-las a cum­prir cor­re­ta­mente os con­tra­tos. Até por­que o dinheiro que é des­con­tado das mul­tas não é do paga­mento men­sal, mas do valor dado em garan­tia quando da assi­na­tura do contrato.

O DCE apro­vei­tou esse momento para rati­fi­car que para os estu­dan­tes as mul­tas são irre­le­van­tes por­que um dia que o RU fica fechado é um pre­juízo enorme aos que depen­dem dele, e é imen­su­rá­vel o dano físico, moral e mate­rial da ausên­cia de um vigia para a segu­rança de todos que freqüen­tam os campi.

5)  Novos edi­tais

O DGP jun­ta­mente com o órgão res­pon­sá­vel pelas lici­ta­ções na UnB e den­tro dos gru­pos de tra­ba­lho da Comissão ela­bo­rará edi­tais de lici­ta­ção de forma por­me­no­ri­zada e que atenda o máximo das pecu­li­a­ri­da­des dos dis­tin­tos depar­ta­men­tos da Universidade a fim de garan­tir que um bom con­trato será fir­mado ao ter­mino do cer­tame, bem como evi­tar que empre­sas inidô­neas ven­çam a concorrência.

Esses edi­tais para alcan­ça­rem os obje­ti­vos alme­ja­dos deman­dam bas­tante tra­ba­lho e tempo. Jane estima que serão neces­sá­rios 12 (doze) meses para a con­clu­são das ati­vi­da­des cul­mi­nando na con­tra­ta­ção da empresa vencedora.

Desta feita os con­tra­tos vigen­tes serão reno­va­dos sob a cláu­sula espe­cial de res­ci­são quando do ter­mino da lici­ta­ção dos novos edi­tais, além das cláu­su­las usu­ais de ina­dim­ple­mento contratual.

Importante lem­brar que o pro­cesso de lici­ta­ção para o ser­viço de mão-de-obra do RU já está em anda­mento. Ainda bem por­que a UnB não merece a Monte Sinai que por sinal já foi des­cre­den­ci­ada para pres­tar ser­vi­ços no âmbito do Hospital Universitário (HUB).

6)  Medidas Imediatas

O DGP se com­pro­me­teu a inter­ce­der junto às empre­sas sobre ques­tões pon­tu­ais apre­sen­ta­das pelos tra­ba­lha­do­res como a forma de apre­sen­ta­ção dos contra-cheques, que são em folha aberta e devem pas­sar para enve­lope lacrado e demis­sões irre­gu­la­res de tra­ba­lha­do­res cum­pri­do­res das suas funções.

7)  Empresa de Limpeza AST

Ficou esta­be­le­cido que o con­trato com a empresa de Limpeza AST será res­cin­dido ime­di­a­ta­mente com o des­cre­den­ci­a­mento da empresa e que uma lici­ta­ção emer­gen­cial será aberta para a cober­tura des­sas ati­vi­da­des, con­forme foi noti­ci­ado pela Secom na maté­ria “UnB não reno­vará con­trato com a empresa de lim­peza AST.”[4]

Com o des­cre­den­ci­a­mento a empresa AST estará impe­dida de par­ti­ci­par o novo pro­cesso licitatório.

8)  Calendário das pró­xi­mas reuniões

As pró­xi­mas reu­niões da Comissão serão nas seguin­tes datas: 14/02; 28/02; 13/03 e 10/04. Horário e local a definir.

Algumas con­si­de­ra­ções sobre a reunião

Agradecemos o reco­nhe­ci­mento de que os estu­dan­tes devem se fazer repre­sen­tar em uma Comissão que trata da ter­cei­ri­za­ção, afi­nal somos os mai­o­res inte­res­sa­dos na qua­li­dade dos ser­vi­ços prestados.

Entendemos que a orga­ni­za­ção em coo­pe­ra­ti­vas dos tra­ba­lha­do­res não resolve o pro­blema ape­nas entrega ao tra­ba­lha­dor mais esse encargo.

A ter­cei­ri­za­ção no Brasil e em espe­cial em órgãos públi­cos é per­mi­tida por lei e fun­ci­ona bem em vários órgãos. Entendemos que é pre­ciso refor­mu­lar a fis­ca­li­za­ção das ati­vi­da­des e sobre­tudo das empre­sas quando ao cum­pri­mento do contrato.

Não há que se falar em con­curso público para essas fun­ções que já foram extin­tas dos edi­tais de contratação.

Marcaremos uma reu­nião com o DGP para esta­be­le­cer uma forma de atu­a­ção con­junta entre a Administração da Universidade e dos estu­dan­tes na fis­ca­li­za­ção, algo seme­lhante a uma ouvidoria.

Eis a esperada Licença do RU e Alojamento — FUP

5 de janeiro de 2012 em Infraestrutura e transportes, Restaurante Universitário

Em 25 de novem­bro de 2011 escre­ve­mos no post Dignidade aos(às) estu­dan­tes da FUP  que após o rece­bi­mento da res­posta à Informação téc­nica nº 454/2011 -  GELAM/DILAM/SULFI, de 18/11/2011, em 10 dias úteis o  Instituto Brasília Ambiental (IBRAM) emi­ti­ria pare­cer sobre o pedido de licença ambi­en­tal no cam­pus de Planaltina.

Depois de 1 mês e 10 dias, eis que temos exce­len­tes notícias:

 

DOU, Seção 3, pág. 30, de 04/01/2012

 Foi publi­cado no Diário Oficial da União de ontem (04/01/2012) o extrato do Aviso de Licença refe­rente aos Processos n. 190.000.422/200 e 391.000.065/2011 que tra­tam da Autorização de supres­são vege­tal para a cons­tru­ção do MESP e da Autorização de supres­são vege­tal para a cons­tru­ção do Alojamento respectivamente.

Estávamos acom­pa­nhando a tra­mi­ta­ção des­ses pro­ces­sos, dada a impor­tân­cia para a per­ma­nên­cia dos Estudantes da FUP, con­forme essa planilha:

Em con­tato com Fabiana Santos, enge­nheira agrô­noma do CEPLAN,  foi envi­ado, hoje, ofí­cio soli­ci­tando a supres­são vege­tal à Prefeitura do Campus (PRC).

Dentro de alguns dias a empresa ven­ce­dora da con­cor­rên­cia para cons­tru­ção do Alojamento poderá dar iní­cio às suas atividades.

Infelizmente, em razão da demora, o pro­cesso de lici­ta­ção para a obra do MESP terá de ser ini­ci­ado do zero. Esperamos que em breve essa cons­tru­ção tam­bém comece, prin­ci­pal­mente por­que o MESP abri­gará o Restaurante Universitário do campi Planaltina.

Continuaremos acom­pa­nhando, cobrando às auto­ri­da­des res­pon­sá­veis, bem como infor­mando a comu­ni­dade aca­dê­mica sobre o desen­ro­lar dessa “novela” que ainda está dis­tante do seu final feliz.

Reiteramos o apoio aos Estudantes da FUP, que já apre­sen­ta­mos atra­vés da Nota #8: Moção de apoio aos estu­dan­des da FUP.

Estamos de olho!

Monte Sinai RUles!

4 de janeiro de 2012 em Restaurante Universitário

Os cons­tan­tes fecha­men­tos do Restaurante Universitário – ora pelo não fun­ci­o­na­mento da len­dá­ria cal­deira, ora pelo não paga­mento dos fun­ci­o­ná­rios ter­cei­ri­za­dos ou ambas as coi­sas – já não são uma novi­dade na nossa Universidade. Por exem­plo, em 27 de dezem­bro último noti­ci­ava a Secretária de Comunicação da UnB:

RU sus­pende ser­vi­ços por falta de paga­mento: Empresa apre­senta com­pro­vante de depó­sito e dire­ção do res­tau­rante con­firma nor­ma­li­za­ção de aten­di­mento nesta quarta-feira. 27/12/2011[1]

Suspensão dos ser­vi­ços do Restaurante — Informamos aos usuá­rios do Restaurante Universitário de Brasília/DAC, que devido ao não paga­mento do décimo ter­ceiro salá­rio pelas empre­sas Prestacional e AST aos pres­ta­do­res de ser­viço lota­dos nesta uni­dade, os ser­vi­ços pres­ta­dos pelo res­tau­rante (des­je­jum, almoço e jan­tar) esta­rão sus­pen­sos até que os paga­men­tos sejam regu­la­ri­za­dos. Atenciosamente, Direção do RU/DAC.

Além disso, em  13/10/2011, o Decanato de Assuntos Comunitários (DAC) tam­bém infor­mava em nota[2]:

Nota ofi­cial do DAC sobre o Restaurante Universitário, por Carolina Cassia Batista Santos - Em res­peito à comu­ni­dade aca­dê­mica, cabe-nos infor­mar que os recen­tes trans­tor­nos com o fecha­mento do res­tau­rante nos horá­rios de almoço e jan­tar deveram-se prin­ci­pal­mente ao atraso dos salá­rios dos tra­ba­lha­do­res ter­cei­ri­za­dos da empresa Monte Sinai e às manu­ten­ções emer­gen­ci­ais na caldeira. O paga­mento dos tra­ba­lha­do­res da Monte Sinai foi nor­ma­li­zado. A UnB está pla­ne­jando um novo pro­cesso de pro­du­ção e dis­tri­bui­ção de refei­ções no RU a par­tir de 2012. Ao mesmo tempo, está con­du­zindo pro­cesso lici­ta­tó­rio para con­tra­ta­ção de nova empresa espe­ci­a­li­zada na pres­ta­ção de ser­viço de refei­ções no RU, com o obje­tivo de melho­rar o aten­di­mento à comu­ni­dade acadêmica.” 

Ou em 2 de junho de 2011:

Urgente — Fechamento RU — Informamos aos usuá­rios do Restaurante Universitário de Brasília/DAC, que em vir­tude do não paga­mento de Vale Transporte pela empresa Monte Sinai aos pres­ta­do­res de ser­viço lota­dos neste res­tau­rante, o for­ne­ci­mento de almoço e jan­tar no dia de hoje, 02 de junho de 2011, estará sus­penso devido à ausên­cia de seus fun­ci­o­ná­rios. Atenciosamente, Direção do RU/DAC (02/06/2011)

Desse modo, nós do Diretório Central dos Estudantes , soli­ci­ta­mos à Administração Superior da Universidade de Brasília os seguin­tes esclarecimentos:

Ofício n.º 18/2011[3]

Brasília, 09 de dezem­bro de 2011.

Ao Magnífico Reitor da Universidade de Brasília

Prof. Dr. José Geraldo de Souza Júnior

Campus Universitário Darcy Ribeiro

Assunto: Renovação do Contrato nº 621/2009 com para pres­ta­ção de ser­vi­ços de restaurante.

 

Magnífico Reitor,

  1. Consta do Diário Oficial da União do dia 05/12/2011, p. 39, extrato adi­tivo nº 8250/2011 infor­mando a reno­va­ção, em cará­ter emer­gen­cial, do con­trato de pres­ta­ção de ser­vi­ços de res­tau­rante pela empresa MONTE SINAI SERVICE no Restaurante Universitário do Campus Darcy Ribeiro.
  2. Considerando, a um, as rei­te­ra­das infor­ma­ções de falhas na pres­ta­ção de ser­viço por esta empresa, inclu­sive com des­res­peito às nor­mas tra­ba­lhis­tas e do con­trato com a Universidade, a dois, infor­ma­ções pas­sa­das pela rei­to­ria em reu­nião no dia 07/11 dando pela falta de inte­resse na reno­va­ção deste con­trato, inclu­sive com pro­pos­tas de modi­fi­ca­ção do modelo de pres­ta­ção deste serviço.
  3. Este Diretório vem bus­car infor­ma­ções sobre a lega­li­dade, con­ve­ni­ên­cia e opor­tu­ni­dade em efe­tuar essa reno­va­ção e a con­cre­tude dos impe­di­men­tos a rea­li­za­ção do pro­cesso lici­ta­tó­rio para esco­lha de nova empresa para pres­tar este ser­viço com qua­li­dade, con­ti­nui­dade e pre­ços aces­sí­veis tanto para a admi­nis­tra­ção como para os usuários.
  4. Em anexo copia dos extra­tos de con­trato e de dis­pensa de lici­ta­ção. Informamos ainda que foram envi­a­das cópias deste ofí­cio à Diretoria do Restaurante Universitário, ao Decanato de Gestão de Pessoas e à Procuradoria Jurídica da Universidade.
  5. Agradecemos a dis­po­ni­bi­li­dade e nos colo­ca­mos ao seu dis­por na cons­tru­ção de uma uni­ver­si­dade mais livre, justa e transparente.

Atenciosamente,

Octávio Henrique Bernardo Torres

Coordenador-Geral