Era uma faculdade muito engraçada, não tinha campus não tinha nada, ninguém podia entrar nela não porque ainda estava em construção, e nesse campus tem muito verde mas ele ainda tá sem parede, ninguém podia fazer xixi porque banheiro não tinha ali e ainda é feita de forma lenta na rua dos bobos 180.
No dia 24/01/2012 o DCE visitou a escola de ensino médio onde atualmente funciona a Faculdade UnB Ceilândia – FCe. Em companhia dos estudantes Bárbara Lorrane, Rodrigo Silvério e Valmir Lopes verificou-se que as condições das instalações pseudo-acadêmicas são precárias e que não comportam a chegada dos novos estudantes selecionados pelo PAS e Vestibular.
Ano passado, quando da Ocupação da Reitoria pelos estudantes da FCe, foi estabelecida a data de 28/02/2012 para a conclusão das obras e respectiva entrega. Todavia basta olhar pela janela do metrô, ao passar em frente à construção, para concluir que não será possível cumprir esse prazo.
O grupo Aliança pela Liberdade, que compõe a atual gestão do DCE, já havia se manifestado favoravelmente às reivindicações dos estudantes da UnB Ceilândia e, ciente da gravidade do reinício do semestre letivo sem a entrega do campus mais uma vez, preocupa-se e age em prol da qualidade de ensino no campus avançado.
Está sendo elaborado um plano de ação para ser executado em conjunto com os estudantes da FCe, que já organizam internamente as atividades do “Movimento Sem Campus”.
A pedido do DCE, o Deputado Israel Batista visitará as obras amanhã (09/02) às 10 horas para verificar o seu andamento. Essa ação se desdobrará em uma mobilização política concreta para que finalmente se resolva esse problema.
Importante salientar que somos todos estudantes da UnB separados apenas geograficamente. FCe somos todos nós! Campus para todos!
Venham acompanhar essa visita às obras da FCe!
#comCampusFCe
Leia a seguir algumas matérias da UnB Agência sobre a construção do campus UnB Ceilândia para entender melhor a situação:
Carta Reivindicativa dos estudantes e CAs da Faculdade de Ceilândia — UnB à Reitoria da UnB
1. Pelo rompimento imediato com a construtora Uni Engenharia de forma jurídica. E que nos sejam apresentadas garantias legais de não participação do novo processo licitatório.
2. Por um contrato emergencial após o término do contrato com a atual empresa Uni Engenharia, para o término da construção do prédio UAC.
3. Que as obras no UAC aconteçam em dois turnos, diuno e noturno, garantidos no edital de licitação para o novo contrato para o término do prédio.
4. Que a UnB seja reponsável pelo custeio de materiais necessários para conclusão do prédio UED e o compromisso com a data de entrega.
5. Que nos seja apresentada uma cópia do contrato que estabelece que os dois prédios, UAC e UED, são de responsabilidade do GDF.
6. Pela entrega do prédio MESP na data prevista, com duplicação do efetivo de trabalhadores na obra e aumento da carga horária para dois turnos.
7. Revitalização imediata em volta do campus definitivo com a retirada do lixão.
8. Pela urbanização do estacionamento ao lado de fora do campus provisório e garantia de segurança do mesmo.
9. Pela aquisição imediata de novas mesas e cadeiras.
10. Pela não abertura de nenhum outro curso de Graduação, Especialização, Pós-Graduação, Mestrados ou Doutorados. E não aumento do número de vagas dos cursos já existentes na FCE enquanto os prédios UAC, UED e MESP não estiverem em pleno funcionamento.
11. Pela oferta da disciplina de Libras no Campus da FCE no 1° de 2012, fora do horário de almoço.
12. Que a quantidade de funcionários definidos pelo comitê de ética da greve dos servidores contemple todos os campi.
13. Por uma assistência estudantil ampla e digna que atenda as necessidades dos estudantes:
- A construção da Casa do Estudante Universitário na proximidade dos Campi. Enquanto não for construída, que a UnB se responsabilize pelo aluguel de casas nas proximidades do campus destinadas aos estudantes.
- Total apoio do corpo docente da direção em relação às atividades estudantis e aos atos prol da melhoria das condições da FCE.
–Que as atividades acadêmicas sejam paralisadas enquanto houver permanência dos estudantes na reitoria.
Exigimos uma reunião imediata com o Reitor da UnB, secretário de obras do GDF e governador Agnelo Queiroz, assistida pelo MPF, PG da República(oficialmente), juntamente com os professores e estudantes da Faculdade de Ceilândia para que nos sejam apresentadas garantias legais e jurídicas de cada ponto desta carta.
Carta aprovada em assembléia estudantil e pelos CAS da Faculdade de Ceilândia da Universidade de Brasília (Divulgado em UnB Agência, 13/09/2011)[1]
UnB assume obra no campus de Ceilândia
Prazo para finalizar a Unidade de Ensino e Docência é de 180 dias. Obra passa à empreiteira Amza, contratada pela UnB
Henrique Bolgue - Da Secretaria de Comunicação da UnB
O reitor José Geraldo de Sousa Júnior assinou contrato para finalização da Unidade de Ensino e Docência (UED), um dos quatro prédios da Faculdade UnB Ceilândia (FCE), na manhã desta quarta-feira 30. A obra, que tem 4.485 m² e está em fase de acabamento, foi orçada em R$ 2,8 milhões e será financiada com recursos da Fundação Universidade de Brasília. O prazo para construção é de 180 dias corridos, mas as salas necessárias para o funcionamento do próximo semestre devem entregues em fevereiro. “Mãos à obra”, pediu o reitor ao final da reunião. Ele considerou a celebração do contrato um resultado do esforço de toda a administração.
A empreiteira Amza Construtora Ltda foi escolhida para tocar o resto da obra por meio de licitação na modalidade convite, primeiro contrato emergencial da gestão José Geraldo. A UED ficou por cerca de três anos sob responsabilidade da empresa UniEngenharia, contratada pelo Governo do Distrito Federal e que deveria ter concluído a obra em 2009. Depois de diversos atrasos (veja aqui) e da pressão de estudantes (veja aqui), a situação ficou insustentável e a transferência tornou-se necessária. “É um alívio”, afirmou o vice-diretor da FCE, Araken Werneck. “Interessante é que a universidade, criticada por atrasos, foi chamada a salvar essa obra”, comentou José Geraldo.
COMPLEXIDADE - A UED abrigará salas de professores, dois auditórios, além de 13 laboratórios. A obra está com o piso térreo praticamente concluído, mas apenas duas salas e quatro laboratórios estão funcionando. Ali também ficarão sediadas as secretarias de cursos, diretoria, laboratórios e salas de professores.
O principal desafio da obra será a instalação de aparelhos de ar-condicionado e elevadores. “O prazo é grande por conta da complexidade na instalação desses equipamentos, mas a empresa comprometeu-se a entregar as salas necessárias ao início do funcionamento do próximo semestre”, disse Alberto de Faria, diretor do Centro de Planejamento Oscar Niemeyer, que fez o projeto arquitetônico do prédio.
“É um grande risco, mas estamos prontos para o desafio”, disse o engenheiro Ronaldo Alves de Oliveira, diretor da Amza, que prometeu concluir a obra no prazo estipulado. O engenheiro pediu apoio da UnB para desburocratizar processos de compra e manter os pagamentos em dia. “Precisamos andar com rapidez e sem imprevistos”. Ronaldo ainda não sabe quantos funcionários trabalharão na obra, mas explica que, como a obra está na fase de acabamento, será necessária mão-de-obra qualificada.
OUSADIA - A Amza constrói na UnB desde março de 2010. Fez três módulos de atividades e serviços comunitários (MASC) (veja aqui), o calçamento da praça maior e atualmente trabalha no prédio do Núcleo de Medicina Tropical. “Sempre aviso para toda a minha equipe que estamos trabalhando em uma obra pública, com muita expectativa. Amanhã posso ter um filho meu estudando aqui”, disse o executivo da empresa.
Diana Pinho, diretora da FCE, comemorou a assinatura do contrato, um “novo horizonte” para os 1.475 estudantes da FCE. “A finalização era necessária para viabilizar o próximo semestre”, explicou. O reitor mencionou os percalços do processo de construção, mas considerou a administração da situação acertada, fiel ao projeto conjunto da comunidade. Para ele, o risco assumido com a implantação dos campi, “um dos mais fortes objetivos da administração”, é condizente com a história de ousadia da UnB. “Nosso horizonte é o da educação como valor simbólico, com qualidade, e não como produto a ser consumido”. (UnB Agência, 30/11/2011)[2]
Volta às aulas contará com novos prédios em Ceilândia e no Gama
Dezesseis salas de aula serão entregues no Darcy Ribeiro. Mobiliário e computadores também foram adquiridos para todos os campi
Tatiana Alves - Da Secretaria de Comunicação da UnB
(…)
Outro prédio que será inaugurado para o início do primeiro semestre é o da UnB Ceilândia. Entre as demandas para a volta às aulas, está a instalação de 90 pranchetas para cadeiras do auditório e a conclusão da guarita (instalação de porta, janela de vidro e porteiro). Está prevista, ainda, a chegada de 25 poltronas com pranchetas, dois Macbooks, dois notebooks e 20 monitores. “Estas pranchetas deveriam ter sido instaladas em agosto de 2011. Finalmente elas serão entregues”, diz Diana Moura, diretora da Faculdade UnB Ceilândia. (UnB Agência, 01/02/12)[3]
GDF lança edital para concluir obra da UnB Ceilândia
Licitação da Novacap para finalizar construção do prédio de salas de aula ocorrerá em fevereiro
Thais Antonio - Da Secretaria de Comunicação da UnB
Dois mil e doze deverá ficar conhecido como o ano do fim da novela que a UnB Ceilândia vive desde julho de 2009, primeiro prazo para a entrega dos prédios da Unidade Acadêmica (UAC) e de Ensino e Docência (UED) do campus avançado. A Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) publicou aviso de licitação para a obra da UAC, em 29 de dezembro de 2011. O prédio terá salas de aula, laboratórios, biblioteca e auditório. Empresas interessadas apresentarão suas propostas em 7 de fevereiro.
A UAC deve ficar pronta a tempo de receber os alunos no segundo semestre de 2012. “Nossa expectativa é de que a empresa seja contratada num prazo de 45 dias a partir da data da realização da licitação”, afirmou o Secretário de Obras do GDF, Oto Silvério Guimarães Júnior. A obra deve durar cerca de sete meses e custar R$ 7,7 milhões. A diretora da FCE, Diana Pinho, pediu prioridade para as salas de aula, laboratórios e biblioteca. A professora comemorou a licitação. “Não podia ter noticia melhor pra começo de ano”, diz.
O decano de Administração da UnB, Eduardo Raupp, explica que a expectativa era que a obra ficasse pronta em março, mas houve atraso no lançamento da licitação, prevista para novembro de 2011. “Vamos pedir ao GDF que coloque a obra em ritmo acelerado para que fique pronta o quanto antes”, afirma. “Apesar de termos equacionado o que é necessário para o semestre começar, é fundamental que o prédio seja tratado com toda celeridade”. Para isso, o decano acredita que será importante a fiscalização intensa da obra.
A subestação de energia que vai fornecer eletricidade para os dois prédios já foi licitada e a obra começa na semana que vem, com previsão de três meses de duração. Hoje, a unidade funciona com energia de geradores.
HISTÓRICO – De acordo com o contrato firmado entre o GDF e a construtora UniEngenharia, a construção dos dois prédios deveria durar dez meses, com entrega prevista para julho de 2009. A primeira prorrogação previa que as duas unidades ficassem prontas em setembro. Durante dois anos, houve outras nove prorrogações, que culminaram na revogação do contrato entre o Governo do Distrito Federal e a construtora UniEngenharia em 26 de setembro de 2011. Em novembro de 2011, a Universidade de Brasília assumiu a obra da UED – prédio com laboratórios de ensino, sala de professores e secretaria –, que deve ser entregue em maio. Os laboratórios já serão usados para as aulas do próximo semestre.
No fim de janeiro, o Módulo de Serviços e Equipamentos Esportivos (Mesp) será entregue, com lanchonetes, lojas e espaço de convivência. Se a licitação da UAC ocorrer nos prazos previstos e a obra terminar a tempo de receber os estudantes no segundo semestre, no final de 2012 faltará penas um módulo para o funcionamento pleno do campus, o da Unidade de Ensino e Pesquisa (UEP). A UEP terá ginásio terapêutico, piscina terapêutica, salas de aula e laboratórios de pesquisa e está em fase de projeto preliminar. “Esperamos que a licitação da UEP seja feita ainda este ano e que a execução também seja feita neste ano, porque a UED e a UAC já começam a funcionar com um pouco de defasagem. Mesmo assim, é um grande passo. É um 2012 bem vindo”, afirma a professora Diana. (UnB Agência, 04/01/2012)[4]